segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

..a nossa terra!

terra arenosa, este frio desenhou árvores exóticas onde eu nasci!
por certo é o frio dos tempos, mas! tenho razões para crer que também um barro pestilento, que negros pinos amassam em cinzentas (re)uniões gerais, será o chão para tudo isto!
este ar também é meu! também o reconheço como parte de mim, além do mais esta nostalgia sensorial é um sufoco insaciável!
mas que ninguém duvide dos 1001 e um affaires que o meu habitat me trouxe sem cessar! é saudosismo sim, de um espaço num tempo que era o meu e foi de muita gente! não interessa a propriedade, nem a fortuna que foi nascer nele, seria importante para mim poder demonstrá-lo...
imagine-se o cheiro do musgo, aquele que pontaveava em direcçaõ a casa, as lesmas que pareciam esperar algo imobilizadas nas bermas dos carreiros.. parece-me que isto e muito mais é riqueza! riqueza perdida por mim, e pelos que poderiam passar por aqui ..
pois este espaço que faz o agora, que vejo neste preciso momento, é uma imprecisão á beira de um estado final,
esta azáfama, e mudança não me permite perceber o meu tempo....